O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21/8) que a inflação alta no Brasil está relacionada ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que conta com o apoio do bolsonarismo.
Durante entrevista para a rádio Metrópole da Bahia, Durigan explicou que o Banco Central eleva a taxa de juros para conter a inflação, a qual, segundo ele, não decorre apenas do endividamento do governo, mas também da guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã. Ele ressaltou que bancos centrais ao redor do mundo observam o impacto dos preços causado pelo conflito e ajustam os juros para evitar a inflação descontrolada.
Durigan destacou que o aumento nos preços do petróleo, consequência direta do conflito, influencia a inflação global e nacional. Ele responsabilizou o governo dos Estados Unidos pela guerra, mencionando que o bolsonarismo apoia essa situação, a qual tem gerado alta nos preços no país.
O confronto teve início em 28 de fevereiro deste ano. Antes do início das hostilidades, o barril de petróleo tipo brent estava próximo a US$ 70, chegando a atingir US$ 120 durante a escalada do conflito. Atualmente, o preço do barril está em torno de US$ 93,75.
Para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis e do gás, o governo federal implementou subsídios para a gasolina, o etanol e o gás. Mesmo assim, a inflação medida pelo IBGE acumulou 4,44% nos últimos 12 meses, fator que influencia negativamente a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição.
A taxa básica de juros, a Selic, está atualmente em 14% ao ano, sendo definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Embora o colegiado tenha promovido reduções graduais, a inflação acima da meta e as condições fiscais ainda são motivos de preocupação.
Durigan também comentou sobre o aumento da dívida pública, que chegou a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados recentemente pelo Banco Central. Ele propõe controle das despesas públicas nos próximos anos, dizendo que, caso o presidente Lula seja reeleito, será realizado um esforço fiscal semelhante ao atual para melhorar o saldo primário.
A meta fiscal para este ano é alcançar um superávit de 0,25% do PIB, com previsão de superávit até 2028, conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. O resultado esperado equivale a aproximadamente R$ 34,2 bilhões, com margem de tolerância para equilíbrio fiscal ou superávit de até cerca de R$ 68,4 bilhões.




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