O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu por 4 votos a 3 que Deltan Dallagnol está apto a concorrer ao Senado nas eleições de 2026.
A decisão reverteu entendimentos anteriores que o declaravam inelegível e confirmou o registro de sua candidatura pelo partido Novo. A relatora do caso, juíza Vanessa Jamus Marchi, destacou que a elegibilidade deve ser avaliada a cada eleição, considerando os fatos e provas atuais.
A decisão do TRE-PR também considerou que os processos administrativos que existiam contra Deltan foram arquivados ou encerrados, não havendo mais risco de punições que afetem sua elegibilidade.
O julgamento contou com votos favoráveis da desembargadora Gisele Lemke, do juiz Osvaldo Canela Júnior e do presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carraasco Falavinha. Votaram contra o juiz Everton Jonir Fagundes Menengola, o corregedor Fernando Antônio Prazeres e a juíza Nicole Trauczynski.
A candidatura de Deltan Dallagnol foi contestada pela Federação Brasil da Esperança, que alegava fraude no processo eleitoral devido à decisão anterior de inelegibilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
O TSE havia declarado Deltan inelegível em 2023, baseado na exoneração antecipada do cargo de procurador, que teria como objetivo evitar processos disciplinares. Entretanto, o TRE-PR entendeu que a situação mudou, devido ao arquivamento dos processos.
Pesquisas recentes indicam que Deltan Dallagnol lidera a preferência do eleitorado paranaense para o Senado, com índices entre 23,7% e 30,8%.
As pesquisas foram realizadas com margens de erro próximas a 2,8 pontos percentuais e índice de confiança de 95%, confirmando a representatividade da amostra.




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