O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu nesta terça-feira (8) que Deltan Dallagnol, ex-procurador da Justiça, está apto a concorrer nas eleições de 2026 para o Senado Federal pelo partido Novo. A corte rejeitou os argumentos que questionavam a elegibilidade do candidato.
O julgamento foi apertado, com 4 votos a favor e 3 contra, tendo a relatora do caso, juíza Vanessa Jamus Marchi, liderado a decisão que considerou Deltan elegível. Segundo ela, a análise da elegibilidade deve ser feita a cada eleição, considerando as provas e fatos atuais, sem aplicar decisões anteriores automaticamente.
Votaram a favor da candidatura, além de Vanessa Jamus Marchi, a desembargadora Gisele Lemke, o juiz Osvaldo Canela Júnior e o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carraasco Falavinha. Os votos contrários foram apresentados pelo juiz Everton Jonir Fagundes Menengola, o corregedor do TRE-PR Fernando Antônio Prazeres e a juíza Nicole Trauczynski.
A candidatura de Deltan Dallagnol havia sido contestada por partidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que apontavam a tentativa de fraude ao processo eleitoral por parte do ex-procurador. Eles lembravam a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que declararam Deltan inelegível por oito anos em 2023.
Na eleição de 2022, Deltan foi eleito deputado federal, mas teve seu mandato cassado em 2023 pelo TSE. A corte considerou que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal para evitar processos administrativos disciplinares e, assim, tentar burlar a Lei da Ficha Limpa. A Câmara dos Deputados também confirmou a perda do mandato.
No entanto, no julgamento do TRE-PR, a relatora ressaltou que todos os processos disciplinares contra Deltan foram arquivados ou extintos, sem risco de demissão, e que as provas atuais não mantêm os argumentos anteriores de fraude.
Essa decisão ocorre em um momento em que Deltan Dallagnol lidera as intenções de voto para senador pelo Paraná em pesquisas recentes. Segundo o levantamento IRG/RIC, ele possui 23,7% da preferência dos eleitores, enquanto o Paraná Pesquisas indica 30,8%.
As pesquisas foram realizadas em amostragem representativa do eleitorado paranaense, com margens de erro inferiores a três pontos percentuais e alta confiabilidade, além de serem registradas na Justiça Eleitoral.




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