A votação no Senado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 foi adiada para depois do primeiro turno das eleições, que acontece em 4 de outubro. A decisão é resultado de uma movimentação da oposição para postergar a análise da proposta.
Apesar de existir um acordo inicial entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a votação ocorresse antes das eleições, o governo federal entendeu que não havia garantia dos 49 votos necessários para aprovar a PEC.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, acredita que a base governista tem entre 53 e 54 votos favoráveis, mas considerou arriscado levar a votação sem a certeza dos votos.
“Não é adequado correr risco sobre esse tema. Nós queremos colocar esse tema para votar com a garantia que ele vai ser aprovado”
afirmou Rodrigues
Oposição promove adiamento da votação
Randolfe Rodrigues afirmou que a oposição, liderada por Rogério Marinho, atuou para esvaziar o plenário e impedir a aprovação da PEC. O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, também esteve presente no Senado durante a ação coordenada da oposição.
A presidência do Senado deverá usar o período pré-eleitoral para avaliar o cenário político antes de definir quando a PEC será levada ao plenário.
Randolfe Rodrigues declarou que pretende convocar uma sessão extraordinária ainda neste mês para tratar da matéria. Caso contrário, a votação seria realizada no segundo esforço concentrado do Senado, previsto para a segunda semana de outubro.
Independentemente do resultado do primeiro turno, a PEC será votada até o final de outubro.
“Eu posso garantir que, até o final de outubro, de qualquer forma, essa matéria vai ser votada”
finalizou




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