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Pais na Itália investigados após morte da filha por difteria não vacinada

Pais na Itália investigados após morte da filha por difteria não vacinada
Foto: Magnific

Palermo, cidades da Sicília, Itália – O Ministério Público de Palermo abriu investigação contra dois pais sob suspeita de homicídio culposo por omissão depois que sua filha de quatro anos morreu devido a difteria. A menina não havia sido vacinada contra a doença, que é obrigatória na Itália desde 1939.

Difteria é uma doença contagiosa severa causada por bactéria que afeta amígdalas, faringe, laringe, nariz e, às vezes, outras partes do corpo como pele e mucosas. A vacina é a melhor forma de prevenção, segundo o Ministério da Saúde. No Brasil, a vacina está incluída no calendário do SUS.

Um primo da criança também foi diagnosticado com difteria e está internado, mas fora de perigo, no Hospital Cívico de Palermo. Ele recebeu as três doses iniciais da vacinação, conforme afirmou o diretor médico Domenico Cipolla.

Os pais da menina justificaram a ausência da vacinação alegando que uma vacina teria causado autismo em um familiar, o que é desmentido pelo Ministério da Saúde, que afirma não haver ligação científica entre vacinas e autismo.

Após a morte da menina, as autoridades vacinaram seus três irmãos. A Promotoria de Menores de Palermo iniciou também uma investigação sobre a evasão da vacinação obrigatória no bairro Zona Espansione Nord (ZEN), da periferia da cidade.

Foram determinadas inspeções urgentes em creches e escolas para identificar crianças não vacinadas frequentando as aulas.

A Itália não registrava mortes por difteria desde 1991. Antes da vacinação, o país tinha cerca de 30 mil casos e 1.500 mortes por ano. Entre 1990 e 2009, apenas cinco casos foram notificados.

A obrigatoriedade da vacina foi estabelecida em 1939 e reforçada em 2017 com a Lei Lorenzin, que exige o imunizante para menores de 16 anos frequentarem a escola.

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