O Irã executou, neste domingo (23/8), Majid Adineh, acusado de espionagem e sabotagem durante protestos em Teerã no início deste ano. Ele estava detido desde janeiro e foi encontrado com material militar proibido.
Segundo a agência iraniana Tasnim, Adineh possuía uma pistola, munições, armas de choque elétrico, gás lacrimogêneo, uma serra elétrica a bateria e uma garrafa de gasolina. As autoridades afirmam que ele recebia instruções para incentivar as manifestações contra o governo.
As manifestações ocorreram em janeiro e foram feitas por cidadãos que pediam melhorias nas condições de vida. A repressão do governo matou mais de seis mil pessoas. As autoridades dizem que Adineh era ligado a grupos terroristas e recebeu treinamento em um país vizinho.
Ele foi acusado de cinco crimes: atuar para grupos hostis, incitar violência, conspirar contra a segurança, fazer propaganda contra a República Islâmica do Irã, e posse ilegal de armas. Durante o julgamento no Tribunal Revolucionário de Karaj, negou ter ligações com autoridades estrangeiras ou intenção de usar as armas.
Na conclusão do processo, Adineh foi condenado à morte e seus bens confiscados. A execução foi realizada na manhã deste domingo.




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