O Barão Vermelho reuniu seus integrantes originais, Roberto Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira, em uma turnê especial chamada “Barão Vermelho Encontro”. A apresentação no Igloo Super Hall, em Curitiba, no último sábado (29), celebrou mais de quarenta anos de história da banda, trazendo um repertório que abrange todas as fases do grupo.
A reunião desta formação clássica acontece após um longo período sem que os músicos tocassem juntos. Apesar de Roberto Frejat estar focado em sua carreira solo, o desejo dos integrantes e a memória afetiva dos fãs possibilitaram essa produção especial que resgata a essência do rock nacional representada pelo Barão.
O grupo iniciou sua trajetória com Guto Goffi e Maurício Barros, que formaram a banda, e se consolidou com a entrada de Dé Palmeira, Roberto Frejat e Cazuza. Mesmo após a saída de Cazuza, que seguiu carreira solo, a banda manteve seu sucesso sob a liderança vocal de Frejat. Atualmente, Rodrigo Suricato é o vocalista.
No palco, o show destacou a química dos membros originais do quarteto que abriram a noite com a música “Maior Abandonado”, um símbolo da trajetória do grupo. Além disso, a formação foi enriquecida com a participação de Fernando Magalhães, Rafael Frejat, Cesinha Brunet, Jussara Lourenço e um naipe de metais, ampliando o som e a energia do espetáculo.
Repertório diversificado e emocionante
Com 29 músicas apresentadas ao longo de cerca de duas horas e meia, o show não ficou restrito aos maiores sucessos. Canções como “Bete Balanço”, “Pense e Dance”, “Meus Bons Amigos” e “Por Você” dividiram espaço com faixas menos conhecidas, mostrando a diversidade da carreira do Barão.
A memória de Cazuza foi uma presença constante, especialmente em momentos como a interpretação de “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, quando imagens e a voz do cantor foram projetadas, criando uma homenagem emocionante e simbólica. O tributo também incluía outras músicas marcantes que destacaram sua influência.
O show ainda contou com lembranças a personalidades importantes para a banda, como o percussionista Peninha e o produtor e jornalista Ezequiel Neves.
Nostalgia com significado
Mais do que um reencontro, a turnê “Barão Vermelho Encontro” mostrou que a nostalgia ligada à banda vai além da saudade. As letras da banda continuam atuais, falando de temas como desejos, inquietações políticas e relações urbanas, conquistando públicos de diferentes gerações.
O evento teve caráter especial e limitado, reforçando a importância da banda na música brasileira e na história do rock nacional. Fica a expectativa para futuros encontros dessa formação clássica, que dependerão da resposta do público e do desejo dos músicos de reviver essa união.




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