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Trump ameaça atacar Omã se interferir no Estreito de Ormuz

Trump ameaça atacar Omã se interferir no Estreito de Ormuz
Foto: Estreito de Ormuz, principal rota de comércio de petróleo do Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (17/8) que poderá bombardear o Omã caso o país se envolva nas negociações sobre o Estreito de Ormuz. Omã é uma nação do Oriente Médio com costa no Estreito, uma rota marítima crucial para o comércio de petróleo.

Em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou: “Se Omã interferir, vamos atacá-los e destruí-los”.

Junto com o Irã, Omã é um dos países que controlam a passagem pelo Estreito de Ormuz, importante para o comércio de petróleo do Oriente Médio. Historicamente, Omã é aliado dos Estados Unidos na região.

O Estreito foi fechado em fevereiro pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, como resposta a ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel que geraram um conflito na região.

Esse fechamento elevou o preço do petróleo no mercado mundial e causou mudanças nas rotas marítimas do Oriente Médio, com navios optando por caminhos alternativos, como o Estreito de Bab el-Mandeb.

Trump também afirmou que mantém canais de comunicação direta com membros da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, mas disse não estar com pressa para resolver o conflito, afirmando que “Eles são bons jogadores de pôquer, mas estão acabando”.

Por sua vez, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohammadi, negou a existência de negociações com os americanos, citando promessas não cumpridas e experiências negativas como motivos para a falta de diálogo.

Os governos do Irã e Omã têm discutido a gestão conjunta do Estreito de Ormuz para reabrir a rota de navegação. Segundo a mídia iraniana, o acordo prevê que ambos os países possam bloquear a passagem de navios de nações consideradas inimigas, o que pode afetar embarcações americanas e israelenses.

Recentemente, Donald Trump afirmou que planeja declarar o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos após derrotar o Irã, posição que tem sido repetida pelo presidente americano, embora o Irã negue o controle da área pelos EUA.

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