Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, esteve no Palácio do Planalto, em Brasília, dezoito vezes entre junho de 2023 e janeiro de 2025. Ele é alvo de três inquéritos da Polícia Federal (PF) que analisam denúncias relacionadas à corrupção e tráfico de influência, conforme divulgado pelo jornal O Globo.
As informações sobre as visitas foram obtidas por meio de um pedido baseado na Lei de Acesso à Informação. O governo, entretanto, não especificou quais áreas do Palácio foram acessadas.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Lulinha, afirma que não há irregularidades nas visitas, ressaltando que ele não participou de reuniões oficiais na sede do governo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou uma investigação que apura possível tráfico de influência de Lulinha para facilitar contratos governamentais para a empresa 3Structure IT Ltda., que possui contratos no valor total de R$ 81 milhões com o governo federal.
Em outro inquérito, autorizado pelo ministro André Mendonça, são investigadas suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e a mesma empresa, relacionadas a contratos com a Dataprev e outros órgãos federais.
Além disso, há indícios de irregularidades na relação entre Lulinha e Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. Investigam-se também a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e em contratos envolvendo uma empresa de canabidiol junto ao Ministério da Saúde.




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