O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, ordenou nesta segunda-feira a suspensão da propaganda eleitoral digital do candidato à Presidência Wilson Grassi (Democrata). A medida acontece porque o candidato não informou ao TSE, dentro do prazo determinado, os endereços eletrônicos que utiliza na campanha, como blogs e redes sociais.
Essa decisão é semelhante à tomada anteriormente para o candidato Renan Santos. Segundo Toffoli, a ausência da indicação dos perfis no momento do registro pode favorecer candidatos injustamente.
Além de suspender a campanha nas redes, Wilson Grassi está proibido de receber recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e de participar de debates na televisão, rádio e podcasts.
O ministro destacou que pelo menos uma conta está sendo usada de forma irregular para difundir conteúdos para milhares de seguidores, o que pode beneficiar o candidato pelo algoritmo das plataformas.
A legislação eleitoral exige que partidos e candidatos informem todos os canais digitais que usarão durante a campanha no momento do registro da candidatura. No caso de Wilson Grassi, essas informações foram entregues fora do prazo. Para o ministro, isso configura uma vantagem indevida.




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