O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, pediu para sair do cargo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (12/8), depois de ficar preso por cerca de três meses em uma operação da Polícia Federal. Ele já estava afastado do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A renúncia foi anunciada na sessão pelo vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli, do PL, que presidia a reunião e leu a carta enviada por Thiago Rangel.
Na carta, o ex-deputado diz que a decisão é definitiva e que pretende se focar na sua defesa no STF.
Com a saída de Thiago Rangel, Wellington José, do União, que já atuava no lugar dele desde o afastamento, assumirá o cargo oficialmente. Ele era o primeiro suplente do Podemos, partido pelo qual ambos concorreram nas eleições de 2022.
Thiago Rangel está preso desde 5 de maio, quando foi alvo da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A prisão e o afastamento do cargo foram decididos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A primeira turma do Supremo confirmou a prisão e afastamento de forma unânime, e a Alerj seguiu a decisão, exonerando os funcionários do gabinete do parlamentar.
Segundo a Polícia Federal, Thiago Rangel é investigado por supostas fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. A apuração aponta que ele teria usado sua influência política na região norte fluminense para favorecer contratos.
Essa investigação faz parte de um caso maior que analisa a possível ligação de políticos e autoridades do Rio com o grupo criminoso Comando Vermelho. Em fases anteriores da operação, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso suspeito de passar informações sigilosas que poderiam ajudar integrantes da organização criminosa.




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