O Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR) afirmou nesta segunda-feira (31/8) que a União Europeia e alguns países europeus estão organizando ações para desestabilizar as eleições parlamentares russas que ocorrerão em setembro. Segundo esse órgão, a intenção é interromper o processo eleitoral e questionar o resultado da votação.
De acordo com o SVR, estas nações estariam coordenando diferentes frentes para agir contra o governo russo antes do dia das eleições, marcado para setembro. “O Ocidente está se preparando intensamente para as eleições na Rússia”, destacou o serviço de inteligência.
O Kremlin, em comunicado, comentou que uma série de medidas estariam sendo usadas numa suposta ofensiva contra o país. Durante a cúpula da chamada “coalizão dos dispostos”, países europeus teriam motivado a Ucrânia a aumentar ataques e sabotagens contra alvos russos, segundo o SVR.
Esse tipo de ação teria como objetivo gerar medo na população e desviar recursos do governo e das forças de segurança de suas funções essenciais.
As eleições russas acontecerão entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026 para a nona Duma Estatal, que é a Câmara Baixa do Parlamento. Serão escolhidos 450 deputados por meio de listas partidárias e distritos eleitorais.
As votações também ocorrerão em territórios ucranianos ocupados pela Rússia, onde foram criados 11 distritos eleitorais uninominais.
Além da Duma, haverá eleições para assembleias legislativas em 39 regiões da Rússia, além da disputa para cargos regionais importantes, com eleições diretas em sete regiões e escolha pelos parlamentos locais em outras três.
Ao todo, cerca de 23 mil cargos estarão em disputa neste ciclo eleitoral.
O partido governista Rússia Unida, ligado ao presidente Vladimir Putin, atualmente domina a Duma Estatal com 314 das 450 cadeiras, o que representa 70% do total.
A Suprema Corte da Rússia proibiu a participação do partido Yabloko, que é contrário à guerra na Ucrânia, nas eleições parlamentares de setembro. A decisão anulou o registro das candidaturas do partido.
Apesar da repressão a opositores, o Yabloko permanece ativo e anunciou que irá recorrer da decisão. Seu líder, Nikolai Rybakov, declarou que o partido continuará lutando pelo fim da guerra e pela paz no país.
Com muitos opositores do presidente Vladimir Putin presos, exilados ou mortos, o Yabloko é visto como o único partido liberal ainda em funcionamento na Rússia.




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