A Polícia Federal está investigando o uso de R$ 750 mil de dinheiro público, originado de emendas parlamentares, para financiar o filme Dark Horse, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo as apurações, os recursos teriam sido repassados por meio de emendas do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que também atua como produtor e roteirista do longa. A investigação sugere movimentações financeiras suspeitas envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme.
Empresas ligadas a fornecedores da organização, como Dinâmica Editora e Instituto Super Poder, receberam cerca de R$ 700 mil entre fevereiro e março de 2025, e a NTT Brasil, do mesmo grupo, repassou R$ 750 mil à produtora durante as filmagens.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, proibiu que Mário Frias deixe o país e o impede de contato com outros investigados no inquérito.
A denúncia aponta ainda pagamentos significativos realizados pela Go Up a fornecedores de hospedagem e alimentação, valores que seriam provenientes dos recursos repassados pela NTT Brasil.
Os investigadores reforçam que a circulação desses valores não condiz com a renda oficial do parlamentar e indicam a existência de organização criminosa envolvendo agentes públicos e privados. Os crimes apurados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e fraudes em processos licitatórios.
Em operação recente, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão relacionados ao caso, atingindo pessoas e empresas envolvidas nas investigações.




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