A Polícia Federal investiga o possível desvio de R$ 750 mil, que teriam sido usados para financiar o filme Dark Horse. Segundo as apurações, esses recursos teriam origem em emendas parlamentares destinadas pelo deputado Mário Frias (PL-SP), que também atua como produtor e roteirista da obra.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, proibiu que Mário Frias deixe o país e que tenha contato com outros envolvidos nas investigações. A suposta movimentação irregular de valores também envolve o Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma ONG presidida por Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme.
Empresas ligadas a Karina Gama receberam repasses de até R$ 700 mil em 2025, e uma empresa do mesmo grupo teria passado R$ 750 mil para a produtora durante as filmagens. A Polícia Federal avalia que os valores e datas das transações apontam para possíveis irregularidades, embora não haja confirmação direta da origem dos recursos.
A investigação ainda mostra que a produtora pagou quantias consideráveis a um hotel e a uma empresa de alimentação durante as filmagens, valores relacionados às quantias recebidas das empresas investigadas.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelam que Mário Frias repassou um valor incompatível com seu salário oficial à produtora, o que gera suspeitas sobre a origem e a justificação desses recursos.
A operação da Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão, atingindo pessoas e empresas ligadas ao caso. A PF aponta a existência de uma organização criminosa envolvendo agentes públicos e privados, com indícios de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e irregularidades em processos licitatórios.




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