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Divisão no STF sobre investigação de Alexandre de Moraes

Divisão no STF sobre investigação de Alexandre de Moraes
Foto: Racha entre ministros do STF ficou evidente após divulgação de supostas mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) está diante de uma decisão importante que pode definir o futuro do ministro Alexandre de Moraes. Na próxima terça-feira (15), o plenário do STF irá avaliar se há motivos suficientes para abrir uma investigação formal contra ele, relacionada a revelações que surgiram no caso do Banco Master.

Após a divulgação de supostas mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, o ministro passou a ser visto como suspeito, especialmente após relatório da Polícia Federal (PF) que indicou conversas em que Vorcaro perguntava se deveria deixar o Brasil antes de sua prisão, em novembro passado.

No STF, os ministros estão divididos. De um lado, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux são provavelmente favoráveis à abertura do procedimento. Eles apoiaram juntos a suspensão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, numa ação defendida por Mendonça. Já Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin manifestaram oposição à investigação, com críticas à rapidez da análise do caso e à forma como a crise vem sendo conduzida.

O ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do processo, deve seguir o grupo que apoia Moraes, apesar de ter se declarado impedido para votar em casos ligados ao Banco Master.

O resultado também dependerá do voto de ministros considerados decisivos: o presidente do STF, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia. Enquanto Fachin deve tentar equilibrar as pressões internas e externas, garantindo o direito de defesa de Moraes, o posicionamento de Cármen Lúcia ainda é incerto, apesar de seu histórico de independência.

Nos próximos dias, ambos devem ser alvos de intensa pressão para formar maioria no plenário do STF e definir o caminho da Corte nesse momento delicado.

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