Dois casos importantes envolvendo os filhos de líderes políticos estão no centro da disputa eleitoral de 2026, com a participação da Polícia Federal e do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
André Mendonça é responsável pelas investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, e também pelo inquérito relacionado ao empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF, sob pedido da Polícia Federal. A Presidência ainda avalia as possíveis consequências das investigações na campanha de Lula.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que Lula tem 47% das intenções de voto para um possível segundo turno contra Flávio, que aparece com 43%. O levantamento foi feito entre os dias 18 e 20 de agosto, período em que Lulinha já estava sendo investigado.
Na pesquisa anterior, de julho, Lula tinha 48% das intenções e Flávio, 43%. A diferença entre os candidatos caiu de cinco para quatro pontos percentuais, mas está dentro da margem de erro.
Detalhes das investigações
- Lulinha: PF investiga suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde para favorecer lobistas.
- Dark Horse: PF apura financiamento de R$ 61 milhões do Banco Master para o filme sobre Jair Bolsonaro.
Esta semana, Lula se reuniu em Brasília com o advogado do filho, Marco Aurélio Carvalho, para tratar do vazamento de informações sigilosas envolvendo mensagens trocadas entre Lulinha e a empresária lobista Roberta Luchsinger. O ministro André Mendonça autorizou a PF a investigar novos vazamentos de dados.
O cientista político André César afirmou que as campanhas devem usar ao máximo esses temas na disputa eleitoral. Ele destacou que novos fatos podem surgir até o fim da campanha e que as investigações podem ter grande impacto, especialmente quando começarem as propagandas no rádio e na televisão.




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