O valor de R$ 105 mil, destinado à pensão alimentícia atrasada de Bruninho Samúdio, filho do ex-goleiro Bruno Fernandes, encontra-se bloqueado pela 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). A medida ocorre em meio a uma disputa judicial com a empresa PBL Compras de Créditos Judiciais que ainda está em curso.
A decisão, assinada pelo desembargador Luiz Eduardo Cavalcanti em 13 de agosto, foi obtida com exclusividade pelo Metrópoles. O valor bloqueado corresponde a uma indenização que Bruno ganhou contra a Editora Record por uso indevido de imagem.
Após a vitória, a Editora Record depositou o montante em juízo para quitar a dívida com o ex-jogador. Porém, o destino desse dinheiro virou motivo de litígio depois que Bruno Fernandes assinou uma escritura pública transferindo seus direitos creditórios à PBL Compras de Créditos Judiciais.
Neste tipo de operação, o direito de receber um valor referente ao processo é vendido para uma empresa ou investidor que libera o pagamento à vista. A 31ª Vara Cível da Capital, anteriormente, determinou que o saldo fosse repassado à 4ª Vara de Família do Méier, que cuida da ação de pensão alimentícia movida por Bruninho. Na decisão, o juiz ressaltou que o pagamento da dívida do filho teria prioridade legal.
Com a nova decisão do TJRJ, o repasse do valor está suspenso até que o mérito do recurso sobre a cessão do crédito seja julgado definitivamente pela câmara cível.
A PBL apresentou recurso para reter o valor, alegando que comprou o crédito de boa-fé antes de qualquer restrição ser registrada nos autos, o que só ocorreu em setembro de 2025. A empresa argumenta que a dívida pessoal de Bruno Fernandes não pode afetar um patrimônio que já não pertence legalmente a ele.
O desembargador Luiz Eduardo Cavalcanti destacou o risco de dano grave à PBL caso o valor seja liberado antes da decisão final, pois isso poderia anular o efeito do recurso.
Assim, o montante permanecerá bloqueado na 31ª Vara Cível até o julgamento definitivo do colegiado. A liberação dos honorários advocatícios do ex-goleiro não foi afetada pela medida.
A PBL disse ao Metrópoles que mantém suas posições apenas nos autos e prefere não se manifestar publicamente. A defesa de Bruninho Samúdio não retornou o contato até o fechamento da reportagem.




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