Uma professora de filosofia de 36 anos denunciou um assédio sofrido em uma academia no bairro de Passarinho, Zona Norte do Recife (PE). Segundo a vítima, um instrutor do local apresentou comportamentos invasivos durante os treinos.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o instrutor agarrou e mordeu a mulher. A aluna relatou que o profissional frequentemente tocava suas costas e a abraçava sem permissão.
No mês de maio, a situação se agravou quando ele a segurou pela cintura, simulou uma queda, levantou a professora e mordeu seu ombro. Após o ocorrido, ela comunicou o fato à proprietária da academia e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher do Recife.
A Polícia Civil de Pernambuco abriu um inquérito para investigar o caso. Cerca de três meses depois, a professora encontrou o instrutor ainda trabalhando no local. A justificativa da academia foi que o profissional estava cobrindo ausências de outros funcionários que se afastaram por acidentes.
A instituição afirmou ter tomado as medidas cabíveis desde o conhecimento do caso, incluindo o desligamento do instrutor. Porém, explicou que ele foi chamado temporariamente para cobrir duas diárias diante da dificuldade de substitutos.
Segundo a academia, o instrutor informou não ter recebido notificações ou convocações das autoridades relacionadas ao incidente. Até o momento, a instituição não teve conhecimento de novos desdobramentos na investigação.




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