O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o financiamento público de campanha ao presidenciável Pablo Marçal. Em resposta, Marçal solicitou doações por meio do Pix aos seus seguidores para custear sua campanha.
Durante um podcast, Pablo Marçal afirmou que não usará dinheiro público nem recursos próprios para financiar sua campanha. Ele explicou que quem usa dinheiro público costuma querer reaver os valores, e pediu ajuda financeira aos apoiadores, independentemente do valor, para mostrar apoio à sua candidatura.
Em eleição anterior para a Prefeitura de São Paulo, Marçal afirmou ter arrecadado R$ 9 milhões em doações.
Além disso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou ao TSE que negue o registro da candidatura de Pablo Marçal, bloqueando o acesso aos fundos públicos de campanha, a participação em debates e a veiculação de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão.
Motivos da possível inelegibilidade
Pablo Marçal foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 2024 por abuso do uso dos meios de comunicação social durante as eleições municipais. A decisão manteve sua inelegibilidade por oito anos e aplicou uma multa de R$ 420 mil.
A condenação decorre da produção e disseminação massiva de vídeos nas redes sociais, além da promoção de concursos que incentivavam a criação de conteúdos com maior alcance, prática considerada uso indevido dos meios de comunicação.
Embora tenha sido condenado por uso indevido da mídia, Marçal foi absolvido dos crimes de abuso de poder econômico e de captação ilegal de recursos por falta de provas.
O MPE também destacou que Marçal estava registrado como filiado ao partido União Brasil, e não apresentou comprovação de filiação ao PRTB até o prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral, em 4 de abril.




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