A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná (OAB-PR), solicitou o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a declaração de suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em relação a processos ligados ao caso Banco Master.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Pleno e pela diretoria da entidade, que pediu também uma reunião extraordinária do Conselho Federal da OAB para tratar do assunto.
Segundo a OAB Paraná, esta medida não antecipa qualquer culpa, mas busca preservar a confiança e a credibilidade nas investigações. A entidade destacou que o direito de defesa do ministro e do procurador-geral será respeitado, porém, a permanência na função durante a apuração pode comprometer a investigação.
O pedido de afastamento do ministro Alexandre de Moraes ocorre após divulgação do relatório da Polícia Federal sobre a Operação Compliance Zero, cuja publicação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. O documento traz conversas atribuídas a Alexandre de Moraes recuperadas do celular do delegado Daniel Vorcaro.
Quanto ao procurador-geral Paulo Gonet, a referência é menos direta, envolvendo um contato mediado por outra pessoa. Em caso de afastamento, a OAB sugere que as funções relacionadas ao caso Master sejam assumidas pelo vice-procurador-geral da República.
A OAB Paraná considera a situação uma grave crise institucional e defende que a apuração ocorra com imparcialidade para garantir a confiança no sistema de Justiça.




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