O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (3), que a democracia do Brasil não pode depender de vazamentos seletivos de informações. Ele se pronunciou pela primeira vez sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), após divulgação de conversas entre um ministro do tribunal e um empresário.
Durante o pronunciamento divulgado pela Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto, Lula ressaltou que o escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do país, envolvendo milhões de pessoas de vários estados e municípios. O presidente lembrou que foi durante seu governo que o líder do esquema foi preso e o banco fechado.
Lula defendeu uma reforma profunda no sistema político e no Judiciário e criticou o vazamento seletivo de investigações da Polícia Federal. Sem mencionar nomes, ele manifestou preocupação com a integridade e a confiança dos brasileiros nas apurações policiais.
O presidente destacou que todos devem ser investigados de forma justa, sem privilégios, e que a democracia exige instituições fortes e respeitadas. Segundo ele, é fundamental que os responsáveis pela vida pública priorizem o interesse coletivo acima de questões pessoais.
Na quarta-feira (2), Lula se reuniu com o presidente do STF, Edson Fachin, para discutir a crise no tribunal e demonstrar seu distanciamento em relação ao episódio, buscando preservar sua imagem para a campanha eleitoral.
O momento também contou com alertas do ministro Gilmar Mendes, que expressou preocupação com a falta de apoio à polícia por parte das instituições. A tensão envolve disputas internas na Polícia Federal e decisões do Supremo relacionadas às investigações do caso do Banco Master.




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