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Mario Frias nega irregularidades e chama investigação da PF de cortina de fumaça

Mario Frias nega irregularidades e chama investigação da PF de cortina de fumaça
Foto: Deputado é investigado por suposto repasse de emendas parlamentares ao filme Dark Horse. (Foto: Reprodução)

Mario Frias, deputado federal pelo PL de São Paulo, criticou nesta sexta-feira (10) a operação da Polícia Federal que realizou busca e apreensão em sua residência. A investigação apura um suposto repasse irregular de verba pública por meio de emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o parlamentar, a emenda parlamentar de R$ 2 milhões foi destinada a projetos esportivos e de letramento digital, com o objetivo de tirar crianças da rua e promover o desenvolvimento intelectual de jovens e adolescentes. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Frias afirmou que a operação é uma “cortina de fumaça” em ano de eleição e disse se sentir vítima de perseguição.

Nesta quinta-feira (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, proibiu que o deputado deixe o país e estabeleceu restrições para que ele não tenha contato com outros investigados no inquérito relacionado ao filme Dark Horse.

A investigação aponta que parte dos recursos pode ter sido destinada ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida por Karina Gama, que também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme. A Polícia Federal acredita que R$ 750 mil repassados à produtora tiveram origem em dinheiro público proveniente das emendas parlamentares de Frias.

Além disso, duas empresas ligadas a fornecedores da ONG receberam repasses significativos entre os meses de fevereiro e março de 2025. Conforme o relatório policial, embora não seja possível afirmar diretamente a origem dos recursos, os valores e as datas das movimentações são relevantes para a apuração.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e filho do ex-presidente, sempre negou que o filme tenha recebido recursos públicos. Embora não seja alvo nessa investigação, ele está relacionado a outra apuração sobre o financiamento da obra.

Durante o período das filmagens, a Go Up Entertainment realizou pagamentos elevados a um hotel e a uma empresa de alimentação. A Polícia Federal suspeita que esses gastos estejam conectados ao dinheiro repassado pela empresa NTT Brasil à produtora.

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