O julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia, acusado de matar o fotógrafo André Munir Fritoli, foi suspenso nesta quinta-feira (10) durante o segundo dia de sessão no Tribunal do Júri em Curitiba. A interrupção ocorreu após um incidente envolvendo o réu nas dependências do tribunal.
A juíza presidente da sessão, Mychelle Pacheco, decidiu dissolver o Conselho de Sentença e cancelar o júri. As provas colhidas nos dois dias de julgamento continuam válidas e preservadas.
Massuia é acusado de atacar uma loja de conveniência em um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei, em Curitiba, na madrugada de 1º de maio de 2022. O ataque resultou na morte do fotógrafo André Munir Fritoli e deixou outras sete pessoas feridas.
Novo julgamento será marcado
Um inquérito policial foi aberto para investigar o incidente que levou à suspensão do julgamento. O réu segue preso no local. Com a dissolução do Conselho de Sentença, a Justiça deve agendar uma nova data para o julgamento.
Os advogados da acusação esperam que o novo júri seja marcado em breve e que o caso seja rigorosamente investigado para garantir uma condenação justa e necessária.
A defesa do réu, representada pelo advogado Heitor Bender, informou que Ronaldo Massuia Silva passou por atendimento médico após uma tentativa de suicídio, ocorrida enquanto ele estava sob custódia no tribunal. Atualmente, ele encontra-se estável.
Detalhes do ataque em 2022
No dia 1º de maio de 2022, Ronaldo Massuia discutiu com funcionários e clientes da loja de conveniência, em um desentendimento considerado fútil pela acusação.
Após deixar o local, ele retornou armado com uma pistola Glock calibre 9 mm, usada para efetuar disparos contra pessoas na conveniência. As imagens das câmeras de segurança mostraram clientes correndo para se proteger dos tiros.
De acordo com a denúncia, sete pessoas foram feridas, três delas foram alvo dos disparos, entre elas André Munir Fritoli, que não resistiu aos ferimentos, e Milena Christie Brotto, que sobreviveu.




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