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Lulinha visitou o Palácio do Planalto 18 vezes entre 2023 e 2025

Lulinha visitou o Palácio do Planalto 18 vezes entre 2023 e 2025
Foto: (Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/redes sociais)

O empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, esteve no Palácio do Planalto, em Brasília, dezoito vezes entre junho de 2023 e janeiro de 2025. Ele é alvo de três inquéritos da Polícia Federal (PF) que investigam denúncias de corrupção e tráfico de influência.

A informação veio de um pedido feito pelo jornal O Globo com base na Lei de Acesso à Informação. O governo não detalhou quais áreas do Palácio do Planalto foram visitadas pelo empresário.

De acordo com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha, não há irregularidades nas visitas ao Palácio. Ele afirmou que o empresário esteve lá apenas para encontros pessoais, sem participar de reuniões oficiais no local.

No começo deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a abertura de um inquérito para apurar possível tráfico de influência praticado por Lulinha, com o objetivo de facilitar contratos com o governo federal para a empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. Esta empresa tem contratos de R$ 81 milhões com o governo, dos quais R$ 46 milhões já foram pagos.

Esta é a terceira investigação envolvendo o empresário. Em julho do ano passado, o ministro André Mendonça liberou outro inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência relacionadas a Lulinha e à 3Structure IT Ltda em negociações com a Dataprev e outros órgãos federais.

Há indícios de irregularidades na relação entre Lulinha e o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. O filho do presidente é investigado pelos crimes de corrupção e tráfico de influência.

Além dele, a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, também é alvo das investigações. Ela recebeu um pagamento de R$ 150 mil do empresário, conforme relatório sigiloso da PF. Ambos são investigados por corrupção e tráfico de influência em casos relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao favorecimento de uma empresa de canabidiol junto ao Ministério da Saúde, o que motivou a primeira investigação no STF.

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