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Indústria do Paraná alerta que redução da jornada pode afetar PIB

Indústria do Paraná alerta que redução da jornada pode afetar PIB
Foto: PEC do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho começou a tramitar na CCJ do Senado. (Foto: Tom Molina/Agência Senado

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) enviou um ofício à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para alertar sobre os impactos da proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e encerra a escala 6×1.

De acordo com um estudo feito pela Fiep em parceria com a Tendências Consultoria, essa mudança pode provocar uma queda de até 2,9% no Produto Interno Bruto (PIB) da região em cinco anos.

O levantamento também estima que entre 1,3 milhão e 2 milhões de trabalhadores podem perder seus empregos formais ou passar para a informalidade. A previsão é que o número de empregos formais reduza 4% no primeiro ano e 5,7% em cinco anos.

A Federação destaca que possíveis ganhos em produtividade e bem-estar não compensariam as perdas econômicas, especialmente devido à baixa produtividade atual do Brasil.

O ofício cita experiências internacionais de países como França, Portugal, Alemanha e Japão, onde a redução da jornada resultou em diminuição do emprego e aumento dos custos laborais, sem ganhos significativos de vagas de trabalho.

A Fiep pede aos senadores que considerem esses dados e que promovam um debate amplo e transparente sobre o tema, devido aos impactos que a mudança traria para os trabalhadores, empresas e a economia.

Além disso, a entidade manifesta preocupação com a tramitação da proposta durante o período eleitoral, pois as pressões da época podem prejudicar a qualidade das decisões.

Diante disso, a Federação solicita que o Congresso rejeite a proposta ou, caso contrário, suspenda sua análise até o fim do calendário eleitoral.

Na última semana, a PEC que trata destas mudanças começou a tramitar no Senado, após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhar a proposta para avaliação da CCJ.

Alcolumbre ressaltou que a proposta terá um processo de análise completo e não será votada automaticamente, prevista para após as eleições de novembro.

Esse posicionamento demonstra a necessidade de cautela diante da complexidade da matéria e de seus efeitos econômicos.

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