Após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6×1 ficará para depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A decisão ocorre devido à falta de votos suficientes para aprovação no momento.
A PEC é uma das principais pautas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém o governo enfrenta resistência da oposição. Para ser aprovada, a proposta necessita de 49 votos em dois turnos no Senado.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), informou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), concordou em adiar a votação. Segundo ele, não há segurança para garantir os votos necessários diante da mobilização da oposição.
Publicamente, Alcolumbre não comprometeu-se a colocar a matéria em votação imediatamente, afirmando que ela receberá um tratamento regimental adequado. Na semana anterior, Alcolumbre e Lula reuniram-se para definir prioridades no Congresso, incluindo a votação da PEC do fim da escala 6×1 na CCJ.
A proposta enfrenta também a resistência da oposição, liderada no Senado por Rogério Marinho (PL-RN), que apresentou uma PEC alternativa rejeitada pela comissão. Essa alternativa foi articulada com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que defende liberdade para o trabalhador adequar a jornada conforme sua realidade.
A oposição ainda tentou adiar a votação com um pedido de vista, mas o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), limitou a análise a uma hora. O relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou 36 emendas e manteve a versão aprovada pela Câmara para agilizar a tramitação no plenário.
Na CCJ, a PEC foi aprovada em votação simbólica, com registros de votos contrários de senadores que não concorrem nas eleições deste ano. Também foi aprovado um requerimento para acelerar o calendário da matéria.




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