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Democrata propõe fim dos governos estaduais no Brasil

Democrata propõe fim dos governos estaduais no Brasil

O veterinário Wilson Grassi, candidato à Presidência pelo Democrata, defendeu a extinção dos governos estaduais e a eliminação dos cargos em Assembleias Legislativas em eventual gestão à frente do país. Segundo ele, os municípios brasileiros deveriam se comunicar diretamente com o governo federal, e não por meio dos estados.

Wilson Grassi afirmou que cargos como governadores e deputados estaduais devem ser eliminados para que os recursos dos municípios sejam ampliados. De acordo com o candidato, estados consomem metade do orçamento público, o que considera um gasto desnecessário.

“Precisamos de prefeitos cuidando das cidades e de um presidente cuidando do país. O governador não tem função relevante, e suas poucas atribuições, como a gestão da polícia, poderiam ser transferidas para os ministérios”, declarou em entrevista ao Metrópoles.

O candidato também apresentou uma proposta polêmica de estabelecer salário de R$ 1 milhão mensais para deputados, em troca da eliminação das cotas parlamentares e das emendas parlamentares. Para ele, essa medida é importante para reduzir o que chama de “sequestro” político que limita a ação do presidente da República.

Wilson Grassi explicou que, atualmente, deputados usam as emendas parlamentares para negociar votações e cargos, o que prejudica a gestão do presidente. Com seu modelo, cada deputado receberia um valor fixo, sendo responsável pelas suas próprias despesas, o que, segundo ele, poderia ainda permitir uma sobra financeira para o parlamentar.

O candidato também se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6×1 para os trabalhadores, defendeu uma anistia ampla, geral e irrestrita, e propôs um programa social que inclui tratamento com botox para mulheres de baixa renda.

Durante a entrevista, Wilson Grassi comentou sua recente suspensão de campanha, que foi revertida pelo ministro Dias Toffoli. A suspensão ocorreu porque o candidato não apresentou adequadamente os perfis em redes sociais para a campanha, mas teve a liberação para participar de debates, receber repasses do Fundo Eleitoral e atuar em redes sociais.

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