Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu liberar o sigilo de parte das investigações do Banco Master. Em decisão publicada na noite de quinta-feira (10/9), ele ordenou que o ministro relator, André Mendonça, entregue um HD com informações à presidência do STF e aos demais ministros.
O despacho trata do levantamento do sigilo da Pet 16.662, relacionada à Operação Compliance Zero, que analisou mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro Alexandre de Moraes. A decisão não envolve todo o caso Master, apenas parte dos documentos.
André Mendonça comunicou que atenderá a solicitação da presidência ainda na quinta-feira, conforme os limites indicados na decisão.
Essa medida prepara o tribunal para a sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, que terá como pauta a análise das mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro encontradas pela Polícia Federal (PF).
Edson Fachin preservou o sigilo apenas das diligências cuja divulgação possa prejudicar seu andamento. Os demais ministros terão acesso ao material antes da sessão, e parte dos documentos reservados poderá ser tornada pública.
O ambiente entre os ministros ficou tenso após divergências internas. André Mendonça retirou o sigilo de documentos da PF que detalhavam interações entre Moraes e Vorcaro. Em resposta, Alexandre de Moraes solicitou que a atuação de Mendonça fosse investigada por supostas irregularidades, pedido que foi negado por Fachin.
Nos dias seguintes, houve mudanças na direção da PF e movimentações judiciais relacionadas às disputas internas entre os ministros. Fachin suspendeu as decisões conflitantes e adotou medidas para limitar essas disputas, entre elas tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news e exigir que investigações envolvendo ministros passem primeiro pela presidência do STF.
André Mendonça segue como relator do caso Master e confirmou encontro em março de 2025 com Daniel Vorcaro, pedido pelo banqueiro, para tratar de precatórios.




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