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Durigan defende Lula e critica Flávio na economia

Durigan defende Lula e critica Flávio na economia
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dario Durigan, ministro da Fazenda, tem defendido com firmeza a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo em que faz duras críticas ao senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em entrevistas recentes, Durigan classificou como “balela” uma proposta da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, atribuindo também parte da pressão inflacionária às guerras apoiadas pelo bolsonarismo. Ele criticou a administração de Jair Bolsonaro por uma “anarquia regulatória” que afetou a economia e a criminalidade.

Nome de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro Fernando Haddad, Dario Durigan assumiu o Ministério da Fazenda com a missão de dar continuidade às políticas econômicas do início do governo Lula. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e com mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), ele tem vasta experiência em políticas públicas e articulação jurídica de projetos econômicos.

Na última quinta-feira (20/8), Durigan completou cinco meses no cargo, tendo assumido após a saída de Fernando Haddad, que disputou o governo de São Paulo. Anteriormente, Durigan exercia a função de secretário-executivo da pasta.

Durante uma entrevista à Rádio CBN, o ministro questionou a seriedade da proposta de criação de um conselho fiscal, apresentada pela coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques. “Como se propõe isso se vemos ataques diários aos outros Poderes e desrespeito institucional? Isso é balela e não crível”, afirmou Durigan, sem mencionar diretamente o candidato.

Ele também questionou se a família Bolsonaro discutiria a situação fiscal do país com o Supremo Tribunal Federal (STF), ressaltando a falta de responsabilidade fiscal.

Dario Durigan destacou que a inflação, que acumula 4,44% nos últimos 12 meses até julho, é influenciada em parte pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Ele afirmou que a alta dos preços está ligada aos conflitos apoiados pelo bolsonarismo, lembrando que o aumento no preço do barril de petróleo impacta diretamente nos preços de outros produtos.

Além disso, duras críticas foram direcionadas à gestão econômica do governo de Jair Bolsonaro, especialmente no que se refere à desregulação das fintechs e à gestão de empresas de apostas, que segundo ele, resultaram em uma anarquia regulatória prejudicial à economia do país.

Sobre o aumento da dívida pública, que atingiu 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), Durigan explicou que o déficit fiscal tem sido a principal causa do crescimento do endividamento. Ele reforçou que a meta fiscal para este ano é um superávit de 0,25% do PIB, com previsões de superávit também para os anos seguintes, conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026.

Dario Durigan segue como uma voz ativa do governo para consolidar melhorias econômicas e combater propostas que, segundo ele, não contribuem para a estabilidade financeira do país.

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