O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta segunda-feira (17) a importância de ampliar a abertura comercial do Brasil para diversos mercados, com o objetivo de reduzir a dependência em relação a um único parceiro econômico.
Dario Durigan destacou que, diante de um cenário internacional incerto, o país deve transmitir segurança e previsibilidade para investidores e governos.
A declaração ocorre após a decisão dos Estados Unidos de aumentar em 25% as tarifas sobre uma série de produtos brasileiros, o que levou a uma redução de 12,2% nas exportações brasileiras para o mercado norte-americano entre janeiro e julho deste ano, totalizando US$ 21 bilhões, segundo a Amcham Brasil.
Esse recuo nas vendas ao segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, resultou em uma perda de US$ 2,9 bilhões em comparação aos primeiros sete meses de 2025, atingindo o menor nível em três anos para o período.
Em evento realizado em São Paulo, Dario Durigan afirmou que o Brasil precisa se consolidar como um porto seguro, projetando confiança em meio às incertezas globais.
O ministro ressaltou a necessidade de negociar com diferentes países, evitando a concentração dos negócios apenas em regiões específicas da Ásia ou da América do Norte.
Além disso, destacou a importância do país reconhecer suas próprias limitações e pontos fortes nas negociações comerciais.
Na última quinta-feira (13), o governo brasileiro anunciou o início do processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas sobre produtos nacionais.
Segundo a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto, o Ministério das Relações Exteriores notificou os EUA sobre o início das consultas diplomáticas, conforme determina o artigo 16 do Decreto relacionado.
A Lei da Reciprocidade, aprovada em 2025 pelo Congresso Nacional, permite ao Brasil responder a medidas unilaterais adotadas contra seus produtos, como as tarifas recentes dos EUA.
Apesar da formalização da resposta, o governo mantém a cautela e busca uma solução diplomática para a crise comercial.
O vice-presidente Geraldo Alckimin afirmou que a lei não visa retaliação, mas sim a defesa dos interesses comerciais do país: “Não é retaliação, não há interesse em retaliar ninguém. Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego.”
Com informações da Agência Brasil




Deixe seu comentário