Brasil

Dólar cai e Bolsa sobe com Petrobras beneficiada pela alta do petróleo

Dólar cai e Bolsa sobe com Petrobras beneficiada pela alta do petróleo
Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images

O dólar encerrou o dia com uma leve queda de 0,31% e foi negociado a R$ 5,17 nesta segunda-feira, 31 de agosto. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta significativa de 1,05%, atingindo 177,4 mil pontos após alcançar 178,5 mil pontos pela manhã.

Os mercados foram influenciados principalmente por dois fatores. O primeiro foi a intensificação dos conflitos entre Estados Unidos e Irã, que resultou na alta do preço do petróleo. O segundo fator foram as novas pesquisas eleitorais que indicam uma disputa acirrada para o segundo turno da Presidência da República no Brasil.

No cenário internacional, o dólar também registrou leve baixa, refletida pelo índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a seis moedas fortes, que caiu 0,26%, alcançando 99,44 pontos às 16h40.

Em relação ao petróleo, os preços tiveram valorização. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 2,71%, chegando a US$ 90,49. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência para o mercado dos Estados Unidos, teve alta de 2,83%, cotado a US$ 85,76.

O Ibovespa apresentou desempenho superior aos índices de Nova York, que fecharam em baixa próximo do fim do pregão: o S&P 500 caiu 0,30%, o Dow Jones recuou 0,56% e o Nasdaq teve variação negativa de 0,22%, afetado especialmente por ações do setor de tecnologia.

Segundo João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa, a alta do Ibovespa foi puxada pelas ações da Petrobras, beneficiadas pelo aumento no preço internacional do petróleo. Ele ainda ressaltou que a curva de juros no Brasil recuou nas pontas mais longas, influência das pesquisas eleitorais que demonstram uma disputa mais acirrada.

Emerson Júnior, da mesa de câmbio da corretora, afirmou que os investidores mantiveram uma postura “apática” frente ao noticiário geopolítico, indicando que o risco do conflito no Oriente Médio já está bastante precificado. Essa percepção resultou em calma no mercado cambial e em queda de 1% no preço do ouro.

Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da mesma corretora, destacou que os juros futuros apresentaram comportamento misto, com alta em alguns vencimentos intermediários e queda na ponta longa da curva. No cenário doméstico, o Boletim Focus trouxe ligeiros ajustes para baixo nas projeções de inflação e crescimento em 2026, mantendo a expectativa da taxa Selic em 13,75%. No exterior, os rendimentos dos títulos da dívida dos Estados Unidos avançaram devido à alta do petróleo e às preocupações com a inflação.

Leia também

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.