O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou com o sigilo das investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Polícia Federal (PF) investiga possíveis irregularidades no repasse de verbas, incluindo emendas parlamentares, para custear a produção do filme.
Com a decisão, a Secretaria de Segurança de São Paulo deve entregar todo o material coletado na apuração, como dados de celulares e documentos relacionados ao caso. Além disso, todos os computadores da polícia paulista serão transferidos para a custódia da PF.
O produtor do filme afirmou que só fornecerá informações à PF mediante ordem dos Estados Unidos.
A medida vai contra pedidos da defesa do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que queria concentrar as investigações nas mãos do ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro em 2021, excluindo a análise de Flávio Dino.
O ministro Flávio Dino é responsável pela parte da investigação que apura o uso indevido de emendas parlamentares. A suspeita é que o deputado federal Mario Frias, produtor do filme, teria usado verbas públicas para financiar a produção.
Na última quinta-feira (10), a Polícia Federal realizou uma operação contra 29 pessoas, incluindo Mario Frias, ligadas à investigação sobre as emendas destinadas à produtora Go Up, responsável pelo filme. A operação foi autorizada por Flávio Dino, contrariando a tentativa da defesa de Flávio Bolsonaro de direcionar o caso ao ministro André Mendonça.
A investigação do Dark Horse começou em maio, quando foram divulgados áudios em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está detido por crimes financeiros. Nesse áudio, ele solicita cerca de R$ 134 milhões para concluir o filme.




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