Augusto Cury, psicólogo e candidato pelo Avante, ganhou destaque na disputa presidencial ao mostrar crescimento significativo em duas pesquisas recentes.
Na pesquisa BTG/Nexus, realizada entre 28 e 30 de agosto com 2.005 eleitores, Cury saltou de 1% para um resultado de dois dígitos, ultrapassando a margem de erro de 2 pontos percentuais, o que representa crescimento real de 6%.
Já na pesquisa Atlas/Intel, feita entre 25 e 30 de agosto com 5.014 eleitores, ele cresceu de 1,6% para 7,8%, superando a margem de erro de 1 ponto percentual, com crescimento real de 4,2%. Neste levantamento, Cury aparece tecnicamente empatado com o empresário Renan Santos, que marcou 7,6%.
Especialistas apontam que o crescimento do candidato está ligado ao apoio de personalidades nas redes sociais e ao tempo de exposição na sabatina do Jornal Nacional, um dos telejornais mais assistidos do país.
Marcos José Zablonsky, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), afirma que ainda é cedo para consolidar uma terceira via e destaca que as eleições estão sujeitas a influências das redes sociais e dos aplicativos de mensagens. Segundo ele, o horário eleitoral obrigatório será fundamental para a visibilidade dos candidatos.
Roosevelt Arraes, advogado eleitoralista e diretor da Escola Paranaense de Direito, observa que o alto índice de rejeição dos candidatos mais tradicionais, como Lula e Flávio Bolsonaro, pode estar beneficiando Cury, agregando eleitores que procuram alternativas.
Apesar do crescimento, Roosevelt alerta que muitos eleitores desses principais candidatos não devem mudar de opinião, o que limita o teto de crescimento de Cury e torna incerta a manutenção da alta.
Ambas as pesquisas foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com alto nível de confiança de 95%.




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