O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou nesta quinta-feira (3/9) o senador Carlos Viana (PSD-MG), apontando que alguns ataques feitos por colegas são realizados apenas para ganhar curtidas nas redes sociais. Ele afirmou que já pensou em falar sobre isso no microfone, especialmente para aqueles que fazem vídeos agredindo outras pessoas para obter visibilidade online.
Sem mencionar nomes diretamente, Alcolumbre indicou que suas palavras eram direcionadas a Viana, que recentemente aumentou a pressão para que o presidente do Senado avance com os pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na mesma data, o senador mineiro protocolou uma representação contra Alcolumbre no Conselho de Ética do Senado, alegando que ele não deu andamento adequado aos pedidos de impeachment. Viana estipulou um prazo até as 12h para que haja uma resposta institucional sobre o assunto e mencionou que isso poderia levar à análise de um possível afastamento do presidente da Casa.
Um dia antes, Alcolumbre já havia respondido publicamente à pressão pelo impeachment, defendendo o ministro Moraes. No plenário, ele relatou estar recebendo várias agressões e disse não ter previsão para incluir os pedidos na pauta de votação.
Além disso, Alcolumbre comparou as acusações contra Moraes com um caso envolvendo o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a produção de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele destacou que R$ 130 milhões foram solicitados para a produção desse filme e criticou a exclusividade das acusações direcionadas ao ministro do STF.
O presidente do Senado também mencionou a quantidade de processos em andamento, informando que existem 109 pedidos de impeachment contra os 10 ministros do STF, e considerou esse número anormal.




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