A Embaixada dos Estados Unidos em Cuba emitiu um alerta nesta sexta-feira (4/9) devido ao aumento dos casos de diarreia no país. O problema está ligado à falta de água e energia, consequência das sanções dos EUA.
Segundo o comunicado, os casos relacionados a bactérias como E. coli, norovírus, Shigella e outros germes que afetam o estômago aumentaram significativamente. A infraestrutura de água e energia em Cuba está em má condição, prejudicando o abastecimento de água, o armazenamento correto dos alimentos e o controle de temperatura. Os longos apagões no país pioraram desde a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos EUA. A ilha dependia majoritariamente do petróleo venezuelano. Sem esse combustível, as usinas de energia não conseguem funcionar direito.
Além disso, os medicamentos comuns, como paracetamol, ibuprofeno e antibióticos, muitas vezes não estão disponíveis em Cuba. A embaixada recomendou cuidados especiais para evitar a doença, como:
- Cuidado com carnes, aves, frutos do mar, ovos, laticínios e outros alimentos que podem estar mal armazenados.
- Evitar consumir alimentos que ficaram por muito tempo fora da refrigeração.
- Não comer vegetais crus ou que não foram bem lavados.
- Cuidado com alimentos cozidos que foram guardados ou reaquecidos de forma inadequada, pois podem desenvolver bactérias ou toxinas.
- Lavar bem as mãos com água e sabão antes das refeições e após usar o banheiro. Álcool em gel pode não ser eficaz contra alguns germes.
- Usar somente água segura para beber, escovar os dentes, fazer gelo e cozinhar. Preferir água engarrafada com lacres intactos.
- Evitar gelo que não foi feito com água segura.
- Não usar água da torneira sem tratamento para preparar alimentos ou bebidas.




Deixe seu comentário