Paraná

Vorcaro deve proteger Moraes em nova delação premiada

Vorcaro deve proteger Moraes em nova delação premiada
Foto: (Fotos: Reprodução/Redes Sociais e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mudou sua estratégia na nova proposta de delação premiada que pretende apresentar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Ele deve preservar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em suas declarações.

Essa decisão acontece após o vazamento de um relatório da Polícia Federal que traz mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes antes da primeira prisão do empresário. O documento provocou questionamentos sobre a relação entre os dois e gerou tensão no Supremo.

Na nova colaboração, Vorcaro deve ressaltar que mantinha uma relação de amizade com o ministro, enquanto os negócios foram realizados com a esposa dele, Viviane Barci de Moraes. Ela firmou um contrato no valor de R$ 131 milhões para prestar serviços jurídicos.

As mensagens revelaram que Vorcaro consultou Moraes sobre assuntos do Banco Master e pediu que o ministro acionasse autoridades como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para obter ajuda. Apesar disso, Vorcaro pretende manter a versão de que sua relação com Moraes era de amizade e que os negócios eram realizados apenas com sua esposa.

A divulgação do relatório afetou a estratégia do empresário, que busca colaboração para conseguir condições mais favoráveis no processo judicial, incluindo o pedido de prisão domiciliar. A nova tentativa também deve apresentar novas provas, já que as duas anteriores foram rejeitadas por não trazerem avanços nas investigações.

Até o momento, não há prazo definido para a apresentação da nova proposta de delação. A expectativa é de que ela leve em conta o impacto do vazamento e tente equilibrar a situação diante das autoridades.

Esse movimento busca favorecer Vorcaro diante das acusações relacionadas ao Banco Master, enquanto o caso segue sob análise da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

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