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Vorcaro cobra aporte no Tayayá e pergunta onde está o dinheiro

Vorcaro cobra aporte no Tayayá e pergunta onde está o dinheiro
Foto: Divulgação

Conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que ele pressionava para receber informações sobre aportes financeiros no Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Claro (PR).

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) começou após revelações sobre a relação do ministro Dias Toffoli com personagens ligados ao Caso Master. As informações vieram à tona por meio do portal Fatos On-line. Em uma das conversas, Vorcaro questiona seu cunhado, Fabiano Zettel: “Onde está a grana?”. Zettel menciona pagamentos anteriores de R$ 20 milhões e mais R$ 15 milhões relacionados a aportes.

Os diálogos também citam o advogado Guilherme Lippi, que atuou para uma empresa vinculada ao ministro Dias Toffoli. As conversas começaram em 12 de março, quando Lippi entrou em contato direto com Vorcaro para tratar da transferência do fundo Arleen, identificando-se como sócio do Tayayá Resort.

Em abril, Vorcaro passou o contato do cunhado Zettel para Lippi, destacando a necessidade do aporte em um Fundo de Investimento em Participações. No fim de maio, o banqueiro pressionou o cunhado a resolver a questão do aporte, o que gerou resposta no mesmo dia.

Além disso, em meados de agosto, as cobranças ficaram mais intensas, com Vorcaro questionando se o aporte no Tayayá já havia sido feito. Ele mostrava preocupação com o andamento da operação e queria saber o que faltava para concluir o repasse. Zettel explicou que precisava receber instruções de Lippi sobre a destinação do dinheiro.

Na sequência, Vorcaro demonstrou frustração com os atrasos e reiterou perguntas sobre o paradeiro dos recursos. O cunhado respondeu que o dinheiro estava no fundo proprietário do Tayayá. Ainda no mesmo dia, Vorcaro pediu um detalhamento completo do que já havia sido realizado em relação ao aporte.

Estas conversas indicam que houve duas parcelas relacionadas ao negócio do Resort Tayayá: uma de R$ 20 milhões e outra de R$ 15 milhões. O conteúdo extraído aponta para tensões internas quanto ao fechamento do aporte e destaca a atuação de pessoas próximas ao ministro Dias Toffoli no contexto desse investimento.

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