O veto da União Europeia à exportação de proteína brasileira começa a valer nesta quinta-feira (3/9). Até o momento, o Brasil não conseguiu reverter a decisão que impede a venda de carne bovina, frango, carne equina, pescado, mel e tripas para os países do bloco europeu.
O governo brasileiro está buscando alternativas para minimizar os impactos dessa medida na indústria nacional. Na última semana, uma missão sanitária da União Europeia esteve no Brasil realizando inspeções nos processos de produção, com a intenção de esclarecer as suspeitas que motivaram a suspensão.
Apesar da visita, não se espera uma reversão imediata do veto. O relatório técnico sobre a situação deverá ser concluído somente nas próximas semanas, após o término da suspensão.
Fontes diplomáticas brasileiras informam que o país apresentou propostas para que as exportações sejam retomadas, como a possibilidade de suspender temporariamente alguns produtos, mas manter vigorosa presença no mercado europeu.
Entretanto, a relutância da União Europeia dificulta um acordo. A suspensão pode ainda afetar outros mercados, já que a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar proteínas para o bloco pode gerar efeitos em cadeia.
No setor da carne bovina, o monitoramento europeu ocorre em um prazo mais longo do que em outras áreas, como a avicultura, o que pode abrir espaço para negociações futuras.
Além disso, a situação ocorre em um momento delicado para o mercado brasileiro, que também enfrenta limitações na cota de exportação de carne para a China. O governo está em negociação para ampliar a cota e tentar obter parcelas não utilizadas por outros países, o que viabilizaria o aumento do volume exportado ao mercado chinês.
Pequim decidiu restringir a entrada de diversos produtos internacionais, buscando incentivar a produção interna, o que repercute nas negociações comerciais do Brasil.




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