O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra Flávio Bolsonaro, candidato do PL, devido à sua participação na Festa do Peão de Barretos, evento tradicional realizado em São Paulo.
De acordo com a denúncia da campanha do presidente Lula (PT), concorrente direto de Flávio Bolsonaro nas Eleições 2026, o candidato teria cometido abuso de poder econômico ao usar o evento para fins eleitorais.
A decisão foi tomada pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, e focou na presença do senador no palco principal da Festa de Barretos, considerada o maior festival de rodeios e cultura sertaneja da América Latina. O evento aconteceu no dia 22 de agosto e contou com a participação do candidato do PL.
Acusações da campanha de Lula
A equipe do presidente Lula afirma que Flávio Bolsonaro utilizou o palco destinado a shows para fazer campanha eleitoral, transformando o evento cultural em um ato político explícito. Durante sua fala, ele discursou para um público estimado em 60 mil pessoas e declarou que pretendia retornar no ano seguinte, já como presidente da República.
O senador foi convidado ao palco pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que o apresentou como “herdeiro” do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na ação, a defesa de Lula denuncia que a estrutura usada por Flávio Bolsonaro foi financiada tanto com recursos públicos quanto privados. O processo menciona o investimento de R$ 30 milhões em obras e infraestrutura da festa, além dos patrocinadores do evento.
Pedido do PT para cassação e inelegibilidade
O PT pede a cassação da candidatura e a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, alegando abuso de poder econômico. A defesa do presidente Lula também solicitou ao TSE documentos e materiais como vídeos do evento, contratos de patrocínio, comprovantes de despesas e informações sobre a repercussão do comício nas mídias digitais.
Com a aceitação da ação, a chapa de Flávio Bolsonaro deverá apresentar sua defesa antes que o tribunal analise os pedidos de produção de provas.




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