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Trump justifica corte na ajuda militar à Coreia do Sul

Trump justifica corte na ajuda militar à Coreia do Sul
Foto: Trump ameaça bombardear Omã por acordo com Irã no Estreito de OrmuzWin McNamee/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (17/8) a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A decisão veio após a recusa de Seul em apoiar os EUA na guerra contra o Irã.

Trump declarou que conversou recentemente por telefone com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, solicitando uma pequena ajuda na operação contra Teerã. Segundo ele, Lee preferiu não se envolver no conflito.

O presidente destacou a presença de cerca de 39 mil soldados americanos na Coreia do Sul para proteger o país contra possíveis ataques da Coreia do Norte. “Temos 39 mil soldados lá, protegendo você de Kim Jong-un, seu vizinho, e você não vai nos ajudar em uma operação militar muito simples no Irã?”, questionou.

Trump explicou que os EUA investem bilhões para garantir a segurança de seus aliados e não podem continuar arcando sem receber apoio em troca. “Não podemos sair por aí protegendo todos esses países, especialmente quando eles não estão lá para nos ajudar”, afirmou.

Além da ausência de apoio no conflito com o Irã, o presidente apontou que os exercícios militares são caros e podem ser vistos como provocação desnecessária à Coreia do Norte.

Trump também mencionou sua boa relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, como motivo para diminuir as operações conjuntas.

A decisão ocorre em meio a tensões na região. A Coreia do Norte mantém seu programa de mísseis e intensificou cooperação militar com a Rússia. Recentemente, houve uma breve incursão de soldados norte-coreanos na linha de demarcação, que foi respondida por disparos de advertência.

Mesmo diante dessas circunstâncias, Trump defendeu a redução dos exercícios, afirmando que busca justiça.

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