O Supremo Tribunal Federal (STF) restringiu o acesso de jornalistas ao plenário durante a sessão desta terça-feira (15/9), na qual os ministros discutirão os próximos passos de uma investigação que envolve o ministro Alexandre de Moraes e mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em nota publicada na segunda-feira (14/9), a equipe de assessoria do ministro Flávio Dino informou que ele não foi consultado sobre essa medida e que, se tivesse sido, defenderia a presença dos jornalistas no plenário.
Flávio Dino ressaltou que não há motivo para impedir a entrada dos jornalistas, especialmente porque outras centenas de pessoas poderão acompanhar a sessão presencialmente. “O ministro Flávio Dino esclarece que não foi consultado sobre este ponto e, caso fosse, manifestaria apoio à presença da imprensa no plenário”, destacou a nota.
De acordo com Dino, a imprensa deveria ser autorizada a participar, visto que muitas outras pessoas, inclusive convidadas, terão acesso à sessão. “Se centenas de pessoas estarão presentes, não há razão para excluir os jornalistas”, acrescentou.
Para garantir a segurança durante a sessão, o STF organizou um esquema especial envolvendo a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e outros órgãos competentes.
A operação inclui o compartilhamento de informações de inteligência, avaliação de riscos, definição de efetivos e áreas de atuação, revistas e monitoramento de drones. Além disso, haverá restrições à circulação e medidas de controle nas imediações do tribunal. A Esplanada dos Ministérios ficará fechada na altura das bandeiras.
Embora a presença física dos jornalistas tenha sido limitada, o julgamento poderá ser acompanhado pelo público por meio dos canais oficiais do STF.




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