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Senado mantém sigilo sobre gastos com segurança de Flávio na campanha

Senado mantém sigilo sobre gastos com segurança de Flávio na campanha
Foto: Carla sena

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, tem sua segurança protegida por policiais do Senado durante sua campanha pelo país. No entanto, o Senado não divulga detalhes sobre a quantidade de agentes, os locais protegidos e principalmente os custos dessa operação.

O Metrópoles solicitou informações oficiais sobre os gastos e a equipe de segurança, mas tanto o Senado quanto a campanha de Flávio se recusaram a informar valores e dados sobre a escolta.

Os números do Senado mostram aumento significativo nos custos com proteção. Até agosto de 2026, foram desembolsados cerca de R$ 4 milhões em diárias e R$ 3,3 milhões em passagens aéreas para proteção de autoridades, totalizando aproximadamente R$ 7,4 milhões. Em 2022, por exemplo, os gastos somaram R$ 2,33 milhões para o mesmo tipo de missão.

Policiais do Senado informaram que a maior parte do custo extra está ligada à proteção de Flávio Bolsonaro, embora outros senadores em campanha, como Sergio Moro (PL), também recebam escolta. Contudo, o Senado não informa os nomes ou destinos para preservar a segurança.

O aumento dos gastos não se deve ao aumento do preço das passagens, que permanecem em torno de R$ 2,2 mil em média, mas sim à maior quantidade de pagamentos realizados, que subiu de 325 em 2022 para 1.518 em 2026, até agosto. O número de diárias também mais que dobrou no mesmo período.

Policiais consultados acharam estranho o uso da estrutura do Senado para acompanhar uma campanha presidencial pois, na visão deles, isso não deveria ser uma atividade principal da Casa. O Senado, entretanto, afirma que Flávio permanece com direito à escolta policial por ser senador e que essa proteção foi autorizada desde 2019 após pedido e análise de risco.

A Polícia do Senado pode proteger parlamentares em viagens pelo Brasil e exterior quando a Presidência da Casa determina, segundo comunicado oficial, que também destaca o risco de divulgar detalhes das operações devido à segurança dos agentes e do protegido.

Enquanto isso, a Câmara dos Deputados tem posicionamento diferente. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou escolta para o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, citando que a proteção a candidatos é atribuição da Polícia Federal, pois a condição de candidato difere do mandato parlamentar.

Além da proteção física, policiais do Senado também monitoram redes sociais para identificar possíveis ameaças contra o candidato. Um caso recente envolveu investigações contra uma pessoa em Juiz de Fora, Minas Gerais, que publicou mensagens consideradas ameaçadoras na rede. A agenda do candidato na cidade foi cancelada devido a essas preocupações e ao mau tempo.

O Senado destaca que a segurança será mantida enquanto Flávio exercer seu mandato de senador.

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