O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, renunciou ao cargo após meses de desentendimentos com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Driscoll, aliado próximo do vice-presidente JD Vance, é o mais recente nome de alta patente a deixar o Pentágono sob a gestão de Hegseth.
A renúncia acontece em um momento delicado, com os Estados Unidos envolvidos em uma guerra contra o Irã e mantendo milhares de soldados ativos no Oriente Médio. Driscoll também se destacou ao ser selecionado pelo presidente Donald Trump para participar das negociações entre Moscou e Kiev visando o fim do conflito na Ucrânia.
Segundo informações da imprensa norte-americana, Driscoll expressou preocupações à administração sobre as iniciativas de mudança e preparo do Exército. Ele acreditava que essas ações estavam sendo prejudicadas por decisões de Hegseth, incluindo a demissão de generais.
A renúncia do secretário não foi comentada pelo Exército. Em nota, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, elogiou a contribuição de Driscoll à frente da pasta, destacando sua liderança durante operações militares, seu suporte nas negociações de paz e seu esforço em fortalecer a prontidão e a força das tropas.
Confirmado para o cargo em fevereiro de 2025 pelo presidente Trump, Driscoll defendia uma transformação ágil da Força, especialmente na aquisição de equipamentos e armamentos. Ele também criticava grandes empresas do setor de defesa, cobrando uma mudança na relação entre o Exército e os fabricantes de armas.
Como secretário, Dan Driscoll era responsável pelo treinamento e equipamento dos soldados, cargos fundamentais para a manutenção da capacidade militar dos Estados Unidos.




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