Política

Rodrigo Pacheco é o favorito para vaga no TCU após saída de Bruno Dantas

Rodrigo Pacheco é o favorito para vaga no TCU após saída de Bruno Dantas
Foto: Ministro do TCU Bruno Dantas e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG): parlamentar mineiro é o favorito para a vaga aberta no tribunal. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Congresso Nacional, deve deixar seu mandato antes do término da atual legislatura. Ele se destaca como favorito para ocupar a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU) com a renúncia do ministro Bruno Dantas, anunciada nesta segunda-feira (31).

Com a saída de Bruno Dantas, cabe ao Congresso indicar um novo ministro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado próximo de Pacheco e seu sucessor na liderança do Poder Legislativo, já está articulando o nome do senador mineiro para a vaga.

Alcolumbre comunicou a seus aliados que pretende levar a indicação diretamente ao plenário, sem necessidade de sabatina, que é opcional nesse caso. A intenção é aprovar a nomeação de Rodrigo Pacheco ainda esta semana. Espera-se que o senador do PSB seja amplamente aprovado com uma votação favorável recorde.

O presidente do TCU, ministro Vital do Rego, deve oficializar em breve a abertura da vaga. Após aprovação no Senado, o nome será submetido à Câmara dos Deputados para revisão, e posteriormente o resultado será promulgado pelo Congresso.

Bruno Dantas renuncia após 12 anos no TCU. Aos 48 anos, ele encerra uma carreira de mais de uma década no tribunal, onde ocupou a presidência entre 2022 e 2024. O ministro explicou que a renúncia tem como objetivo dedicar-se a novos projetos profissionais, atividades acadêmicas e debates públicos.

Segundo ele, “Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. A rotatividade nos altos cargos fortalece as instituições, que se renovam com a chegada e partida dos seus quadros”.

De acordo com a Folha de São Paulo, Bruno Dantas abrirá uma empresa de projetos de investimentos e pediu à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a reativação de sua carteira para voltar à advocacia.

Antes de entrar na disputa pela vaga no TCU, Rodrigo Pacheco havia anunciado que encerraria sua carreira política ao terminar seu mandato, previsto para janeiro de 2027. Ele desistiu de concorrer nas eleições deste ano após se filiar ao PSB. Embora fosse cotado para disputar o Governo de Minas Gerais com apoio do governo Lula, decidiu não aceitar o convite e não cogitou tentar renovar seu mandato no Senado.

Rodrigo Pacheco também foi protagonista indireto de uma crise política entre Davi Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele era o favorito de Alcolumbre para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Porém, Lula optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, ignorando a preferência de Alcolumbre.

A escolha gerou desgaste entre o presidente e o Senado e resultou na rejeição inédita da indicação de Messias em abril deste ano. O Planalto acusou Alcolumbre de articular contra o nome apoiado por Lula.

Esse atrito paralisou por meses a análise de projetos do governo no Senado, só sendo superado recentemente, após a retomada do diálogo entre Lula e Alcolumbre, interessados em ganhos políticos nas eleições de outubro.

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