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Rodrigo Pacheco é favorito para vaga no TCU após saída de Bruno Dantas

Rodrigo Pacheco é favorito para vaga no TCU após saída de Bruno Dantas
Foto: Ministro do TCU Bruno Dantas e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG): parlamentar mineiro é o favorito para a vaga aberta no tribunal. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Rodrigo Pacheco, senador pelo PSB de Minas Gerais e ex-presidente do Congresso Nacional, deverá renunciar ao seu mandato antes do fim da legislatura atual. Com a saída do ministro Bruno Dantas do Tribunal de Contas da União (TCU), Pacheco se tornou o principal candidato para ocupar a vaga.

A responsabilidade pela indicação do novo ministro do TCU cabe ao Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que é aliado de longa data de Pacheco e ex-líder do legislativo, já está promovendo o nome do senador mineiro para essa posição.

Alcolumbre informou que pretende levar a indicação ao plenário do Senado sem passar por votação em comissão, visto que essa etapa é opcional. A expectativa é que a votação aconteça ainda esta semana e que Pacheco seja aprovado com ampla maioria.

O presidente do TCU, ministro Vital do Rego, deve oficializar a abertura da vaga rapidamente. Após a aprovação no Senado, a indicação seguirá para a Câmara dos Deputados para avaliação final e posterior promulgação pelo Congresso.

Bruno Dantas renunciou ao cargo após 12 anos de atuação no Tribunal, durante os quais presidiu a Corte entre 2022 e 2024. Segundo ele, a decisão foi motivada pela vontade de se dedicar a novos projetos profissionais e à vida acadêmica.

Antes de entrar na disputa pela vaga no TCU, Rodrigo Pacheco havia anunciado o término da carreira política ao final do seu mandato, previsto para janeiro de 2027. Ele desistiu de concorrer nas eleições deste ano, apesar de ter sido cotado para disputar o governo de Minas Gerais com apoio do governo federal.

O senador também esteve envolvido em uma crise política entre Davi Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pacheco era o indicado favorito de Alcolumbre para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente da República escolheu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias. Essa divergência causou desgaste entre o Senado e o governo, atrasando a tramitação de projetos importantes, até que ambos os líderes retomaram o diálogo.

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