A morte do comerciante Edi Gervásio, de 58 anos, levou a polícia a descobrir uma rede que recebe itens furtados na região central de Curitiba. O assassinato aconteceu no bairro Rebouças, em setembro de 2025.
Durante a investigação, ficou comprovado que celulares e outros objetos roubados eram usados como forma de pagamento em estabelecimentos da cidade, incluindo hotéis próximos ao Terminal do Guadalupe.
Um suspeito preso confessou ter roubado pertences do comerciante, como cartão bancário, dinheiro e uma faca. Imagens de câmeras de segurança mostraram o suspeito usando o cartão em uma loja de conveniência. A identificação foi feita por um familiar, que acionou a polícia.
Suspeitos identificados pela polícia
A polícia descobriu que o celular da vítima foi trocado por serviços em um hotel de alta movimentação. Segundo o advogado Richard Macedo, da família de Edi Gervásio, o caso revelou uma estrutura que alimenta crimes na região central.
“A gente percebe que ele é completamente dependente do vício em drogas, mas também faz parte de uma rede de receptação de bens furtados.”
afirmou
O suspeito chegou a confessar o crime, mas depois disse que fez a confissão sob pressão durante o interrogatório.
Rede de receptação sob investigação
Conforme o advogado, a rede oferece dinheiro e até diárias de hotel em troca dos objetos roubados. O próprio recepcionista de um hotel é investigado por participar dessa rede.
“A investigação revelou uma rede no centro de Curitiba que usa celulares roubados para pagar diárias de hotel. O recepcionista do hotel está respondendo por receptação.”
disse Richard Macedo
O caso ainda está em apuração. O suspeito preso é investigado também por outro roubo seguido de morte no bairro Tatuquara. Ele segue detido enquanto aguarda julgamento, e outro suspeito continua foragido.
Moradores perceberam algo estranho quando o bar de Edi Gervásio permaneceu fechado por dois dias seguidos. Ao entrarem no imóvel, encontraram o comerciante gravemente ferido. Ele foi levado ao Hospital Cajuru, onde faleceu devido aos ferimentos causados pelo assalto.
A investigação continua para esclarecer os detalhes da morte e mapear toda a rede que recebe os itens furtados na cidade.




Deixe seu comentário