O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma queda de 0,32% em agosto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quatro dos nove grupos analisados apresentaram redução nos preços, sendo habitação e transportes os principais responsáveis pela baixa no índice.
A redução na conta de energia elétrica residencial, que caiu 7,63% no mês, foi o fator que mais contribuiu para a retração em habitação, que teve queda de 1,87%. Essa foi a menor variação para um mês de agosto desde o Plano Real, em 1994. O desconto foi possível graças ao bônus de R$ 767,2 milhões distribuído na conta de luz pela Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu.
Mesmo com a aplicação da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, o bônus da hidrelétrica fez a conta de energia cair. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a distribuição desse valor no fim de junho.
Além de habitação, os grupos de transportes (-0,86%) e alimentação e bebidas (-0,34%) também ajudaram a puxar a inflação para baixo. Na alimentação, a queda maior ocorreu no subgrupo alimentação no domicílio, com retração de 0,61%, influenciada por produtos como batata inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%) e tomate (-10,94%). Entretanto, alguns itens tiveram alta, como leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%).
Por outro lado, o grupo de despesas pessoais teve alta de 1,30%, com destaque para o preço do cigarro, que subiu 19,59%, contribuindo com o maior impacto positivo no índice geral no mês.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,22%, enquanto o acumulado de janeiro a agosto deste ano chegou a 3,11%. A meta de inflação para 2026 é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme definição do Conselho Monetário Nacional (CMN).




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