Novas ações da Polícia Federal (PF) trouxeram alívio para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após uma fase difícil. A Operação Make Up investigou a produtora responsável pelo filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu 49 mandados em várias cidades, incluindo o Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Entre os investigados está o deputado federal Mario Frias (PL).
A PF encontrou ligações entre verbas destinadas por Frias e despesas da produtora Go Up, que produziu a cinebiografia de Bolsonaro. Parte do dinheiro foi destinada ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina da Gama, sócia da produtora.
Aliados do presidente aproveitaram o momento para criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário direto na eleição, e também o ministro André Mendonça, do STF, que está envolvido em uma controvérsia relacionada a decisões sobre a Polícia Federal.
A decisão do ministro Mendonça de remover o diretor-geral da PF causou instabilidade, medida que depois foi revertida pelo ministro Edson Fachin. Apesar disso, a situação expôs o governo em um momento delicado da campanha de Lula.
Pesquisas recentes indicam uma disputa acirrada entre os candidatos. Um levantamento mostrou empate técnico, com 41% das intenções de voto para ambos no segundo turno. Outra pesquisa indicou leve vantagem para o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
A campanha de Lula tenta explorar as investigações para enfraquecer a oposição. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), classificou o esquema investigado como um grande caso de lavagem de dinheiro envolvendo a família Bolsonaro, com Flávio como principal beneficiado.




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