A Polícia Federal convocou no início de agosto o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-chefe do órgão monetário, Roberto Campos Neto, para prestarem depoimento como testemunhas no processo que investiga crimes financeiros relacionados ao Banco Master.
Além dos dois, também foram chamados o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, e o dono do BTG, André Esteves, conforme reportagem do jornal Estadão.
As audiências com as autoridades financeiras deverão ocorrer por videoconferência, mas ainda não têm data definida.
As investigações apontam para a participação de dois ex-servidores do Banco Central: o ex-chefe de Supervisão Bancária, Belline Santana, e o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Souza. Segundo a Polícia Federal, ambos teriam favorecido a empresa Vorcaro dentro do Banco Central, repassando informações sobre a fiscalização do Banco Master.
Em nota enviada ao Estadão, a defesa de Roberto Campos Neto afirmou não ter recebido intimação e desconhecer o despacho atribuído ao dia 3 de agosto. A nota também criticou o vazamento da informação à imprensa, alegando não ter acesso ao documento para confirmar sua autenticidade ou conteúdo.
Gabriel Galípolo e Ailton de Aquino não foram encontrados para comentar, sendo que Aquino já havia prestado depoimento à Polícia Federal em maio deste ano. O BTG informou que não irá se manifestar.




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