O Jurado Nacional Eleitoral (JNE) do Peru confirmou nesta sexta-feira (3/7) a vitória de Keiko Fujimori na disputa pela Presidência do país.
Keiko Fujimori recebeu 9.223.396 votos, o que representa 50,135% do total de votos válidos. Já o candidato de esquerda Roberto Sánchez obteve 9.173.755 votos, equivalente a 49,865%. A diferença entre eles foi de pouco mais de 49 mil votos.
Com essa vitória, a direita passa a governar sete dos 12 países da América do Sul, liderando 58,3% da população da região. Estes países são Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru.
A apuração dos votos, realizada pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), foi concluída na segunda-feira (29/6), mas o resultado oficial só foi divulgado nesta sexta-feira pelo JNE.
No dia 24, com a vantagem considerável, Keiko Fujimori agradeceu o apoio e prometeu trabalhar para diminuir a polarização política no país. Ela destacou que o Peru está dividido e praticamente partido ao meio.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko deve suceder o presidente interino José María Balcázar Zelada, que assumiu após a destituição de José Jeri pelo Congresso, há quatro meses.
O novo governo enfrentará desafios sérios, incluindo o aumento da criminalidade e questões sociais delicadas, além de um Congresso fragmentado, o que pode dificultar a aprovação de projetos.
Instabilidade política no Peru
A eleição acontece em um contexto de instabilidade institucional profunda. Antes de José María Balcázar Zelada e José Jeri, a ex-presidente Dina Boluarte deixou o cargo em meio a denúncias de corrupção.
Dina Boluarte assumiu após a queda do presidente Pedro Castillo, que foi preso após dissolver o Congresso e tentar impedir um processo de impeachment.
Nos últimos oito anos, o Peru teve oito presidentes, demonstrando uma das crises políticas mais severas em sua história recente.




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